Um convite à ousadia!

Após um ano de gestão expirada da União da Juventude Socialista (UJS) no DCE da UFS, os centros acadêmicos e organizações do movimento estudantil conduziram no fim do último semestre um Conselho de Entidades de Base (CEB) que, devido ao fim do período letivo, encaminhou a realização de um novo CEB no começo deste semestre, 2013.2. Na última terça-feira, 29 de outubro, ele ocorreu e definiu o calendário das eleições para o Diretório Central dos Estudantes.

A primeira parte desse processo é a formação e inscrição da chapa, que dura até a quarta-feira, dia 6. Pensando em levar para a universidade a ousadia da juventude que ocupou as ruas em junho, a ANEL faz um convite para os centros e diretórios acadêmicos independentes, e correntes lutadoras do movimento estudantil da UFS, para que possamos construir uma campanha que não pare na mera disputa eleitoral, mas que vá além e seja pensada para levar aos estudantes uma nova percepção do movimento estudantil, que ficou em coma durante os últimos seis anos, período em que a UJS se manteve na direção do DCE.



Esse convite é para que os ventos de junho soprem na UFS, e os estudantes possam construir suas alternativas para lutar por melhorias em seus cursos, por mais professores, por assistência estudantil, por 10% do PIB para educação pública, e todas as outras questões que impedem o nosso desenvolvimento na universidade. A partir disso, chamamos uma série de plenárias com o objetivo de fortalecer esse debate e aprofundar a criação dessa alternativa:

Segunda e terça, 04 e 05 de novembro, às 18 horas no RESUN. Leve suas revoltas e suas ideias, leve sua ousadia para construirmos um novo movimento estudantil!

Semana Acadêmica da UFS terá sua abertura voltada para o combate ao machismo

De 4 a 8 de novembro a UFS irá parar as atividades normais para realizar a sua 1ª Semana Acadêmico-Cultural. A abertura do evento terá o tema "Desigualdade de gênero e violência contra a mulher", um debate que foi conquistado pelo movimento estudantil da universidade, que se mobilizou de forma contundente após o episódio em que Daniele Bispo, funcionária do Resun, foi morta pelo companheiro no local de trabalho.

A comissão de estudantes encaminhada para discutir formas de evidenciar o machismo presente no fato conquistou junto à reitoria a realização desse debate, e também garantiu participação na mesa, com a presença de Merieny Gatto (à esquerda na foto), do Centro Acadêmico de Enfermagem e da Executiva Estadual da ANEL. Também estarão na mesa a professora Maria Helena Santana Cruz, e duas representantes da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres.

O evento começa às 19h30 no auditório da reitoria, e é importante a presença dos movimentos que se somaram aos atos "Somos Todxs Daniele Bispo" para fortalecer o debate do machismo na universidade e poder levá-lo com mais clareza para as ruas.



Mais informações: http://www.ufs.br/conteudo/ufs-divulga-programa-semana-acad-mica-12232.html

Moção de repúdio à agressão da estudante de Geologia e à criminalização do movimento estudantil

No mês de junho, a juventude brasileira foi às ruas com vontade de mudar o país. Agora, em várias universidades, a luta por uma educação pública, gratuita, de qualidade e democrática tem tomado novo folego. Como é o caso das greves e ocupações de reitoria da UNICAMP e da USP.

Nesse contexto, os estudantes de geologia da UFS realizaram um ato na última terça, 29/10, reivindicando contratação de professores e melhorias para o curso. Os alunos realizaram piquetes no departamento como forma de dar visibilidade às suas reivindicações. Nessas ações, uma aluna foi agredida fisicamente pelo professor de seu curso, Hebert Conceição.

A ANEL (Assembleia Nacional de Estudantes – Livre) Sergipe repudia a atitude do professor, entendendo esta como uma das expressões mais graves do machismo, uma opressão que deve ser combatida todos os dias e o machista ser constrangido publicamente.

Não bastasse, o professor Hebert acionou a Polícia Federal para reprimir, dentro do campus, a mobilização desses estudantes. Em tempos de perseguições e prisões a vários desses lutadores pelo Brasil desde junho, repudiamos também toda e qualquer forma de criminalização dos movimentos sociais!

A luta dos estudantes de Geologia é legítima e todo movimento estudantil da UFS deve ser solidário. Construir as atividades lado a lado com os estudantes da geologia que estão mobilizados é fundamental para que consigamos arrancar vitórias que acumulam de conjunto.

Todo apoio aos estudantes do curso de Geologia da UFS!
Machistas não passarão!
Contra a criminalização do movimento estudantil!

Carta Aberta ao Movimento Estudantil da UFS

Em Junho, a juventude brasileira ocupou as ruas do país, demonstrando toda sua indignação contra os governos, os políticos corruptos e a polícia. A força de nossas mobilizações barrou os aumentos das tarifas e nos ensinou que é legítimo e possível lutar e vencer. Agora, os estudantes de Geologia vêm mostrar que a indignação das ruas chegou às universidades. Cansados de serem vítimas do sucateamento da universidade, da falta de professores, do diálogo difícil com o Departamento e a Reitoria, decidiram parar o Departamento de Geologia, para dar visibilidade às suas reivindicações.

Após uma manhã de mobilizações na terça-feira, 29 de outubro, com piquetes e palavras de ordem exigindo mais professores, foi marcada uma Assembleia para quarta-feira, 30 de outubro. Nesta, foi tirado um ato na quinta-feira 31 de outubro às 12:00h no Restaurante Universitário (RESUN).

Convocamos todos os estudantes, centros acadêmicos e o movimento estudantil a se somar à luta por uma universidade mais justa para os estudantes.

Assembleia Nacional de Estudantes Livre – São Cristóvão, 30 de Outubro de 2013.

Todo apoio à luta dos petroleiros

A entrega do patrimônio nacional que ocorreu no dia 21/10 com o leilão do campo de Libra é um crime de lesa pátria cometido pelo governo Dilma que está sendo combatido por vários setores organizados da sociedade brasileira, mas principalmente pelos companheiros petroleiros.

Apesar do êxito do governo com a realização do leilão, os petroleiros seguem firmes nessa luta que, além das demandas da sua campanha salarial, mantém erguida a bandeira contra os leilões do petróleo.

Prestamos nosso incondicional apoio e solidariedade aos petroleiros, na certeza de que uma vitória dos companheiros significará um passo à diante na luta contra o entreguismo do governo Dilma e sua política econômica que privilegia os banqueiros e as grandes corporações nacionais e internacionais.

A nível nacional e estadual, a ANEL se soma aos companheiros da Petrobras para garantir as paralisações tanto na produção quanto na administração da empresa. Em Sergipe, estamos desde o dia 17 participando dos piquetes na sede e nas unidades de Tecarmo e Carmópolis, sem deixar cair a bandeira de uma Petrobras 100% estatal nas mãos dos seus trabalhadores.

Não é hora de baixar a cabeça, é hora de olhar nos olhos do governo e exigir:

· Atendimento imediato das reivindicações dos petroleiros!

· Revogação do leilão do campo de Libra já!